A Caixa Econômica Federal lançou no último mês de fevereiro uma linha de crédito prefixado para financiamento imobiliário. A modalidade, que visa dar mais segurança e previsibilidade ao cliente, também levantou a questão: o que vale mais a pena? Taxa de juros prefixada ou pós-fixada?

Ouvir falar em taxa de juros arrepia qualquer um que está pensando em pedir empréstimo para comprar imóvel. Afinal de contas, é ela que vai definir o valor das prestações que serão pagas todo mês até a quitação da dívida.

Por saber que esse assunto ainda confunde e assombra muita gente, preparamos um post focado em três tópicos:

Com esse guia rápido e fácil, você vai entender as diferenças entre as duas formas de cálculo dos juros e como saber qual é a mais adequada para seu perfil. Boa leitura!

Qual a diferença entre taxa de juros prefixada e pós-fixada?

Antes de falar sobre as formas de cálculo, vamos lembrar como funcionam os juros em um financiamento de imóvel. Junto com a amortização e outros fatores que veremos mais adiante, a taxa de juros representa o verdadeiro preço de um empréstimo.

Os bancos usam as taxas de juros para cobrarem uma espécie de aluguel por terem emprestado o dinheiro. Afinal de contas, se o cliente pagasse apenas a amortização, as instituições credoras teriam prejuízo por causa da inflação.

Existem duas formas de calcular o preço desse “aluguel” que incide nas prestações do financiamento: os juros prefixados ou pós-fixados.

Juros prefixados

Essa é a forma mais simples de calcular juros. Nessa modalidade, não há surpresas porque as taxas são determinadas no momento da contratação do empréstimo e valem até o final da quitação.

Quem opta por um linha de crédito prefixado para financiar imóvel sabe exatamente o valor das prestações que irá pagar do primeiro ao último mês. Afinal de contas, além de pré-determinado, esse valor não sofrerá nenhuma alteração no decorrer do financiamento.

Juros pós-fixados

Por sua vez, os juros pós-fixados são vinculados à inflação ou a taxas de juros de curto prazo. Essas taxas variam com o tempo e de acordo com o momento da economia do país.

Isso significa que quem optar pelos juros pós-fixados pode ter o valor da sua prestação modificado mensalmente. E, dependendo da situação econômica, pode ficar mais barata ou mais cara.

No caso do financiamento imobiliário, o mais comum é que a taxa pós-fixada esteja relacionada com a Taxa Referencial de Juros (TR). Mas também há modalidades de empréstimo vinculadas com o IPCA, medida oficial da inflação calculada pelo IBGE, ou com o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas.

Como os bancos calculam os juros do financiamento imobiliário?

Agora que você já sabe as diferenças entre juros prefixadas e pós-fixadas, vale a pena conferir como os bancos aplicam essas taxas. Antes, uma boa notícia para quem quer financiar. 

Com a taxa básica de juros Selic em seu menor nível histórico, 2% ao ano, os juros do crédito imobiliário também tiveram que recuar. Ou seja, a hora de comprar imóvel é agora!

No último mês de julho, o site Investnews, especializado em notícias sobre economia, investimentos e educação financeira, entrou em contato com os cinco maiores bancos do país para consultar as taxas vigentes de financiamento imobiliário. Confira no quadro abaixo:

Taxa de juros prefixada ou pós-fixada

Como vimos, a Caixa é a única grande instituição financeira a oferecer a possibilidade de crédito prefixado. Entre os demais, a maioria disponibiliza apenas o financiamento com juros indexados à TR, enquanto o BB também trabalha com a modalidade atrelada ao IPCA.

Mas aqui cabe um lembrete: não se deve focar apenas na taxa de juros na hora de definir a opção de financiamento. O que vai fazer a diferença na ponta do lápis é o chamado Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo de cada banco.

Além da amortização e dos juros, o CET de um financiamento imobiliário inclui algumas taxas de administração e seguros. Além disso, o valor pode mudar de acordo com o tempo do financiamento e a idade do cliente.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem até um modelo de equação para calcular o custo total de linhas de crédito. Se você ficou curioso, veja aqui como calcular o CET.

Como escolher a taxa de juros mais adequada para meu financiamento?

Depois de aprender a diferenciar entre taxas de juros prefixada ou pós-fixada e quais estão disponíveis nos maiores bancos, você deve estar querendo saber qual a melhor opção de financiamento. Infelizmente, a resposta não é simples.

No mundo de finanças, onde vários fatores precisam ser avaliados, não há bom ou ruim. A escolha depende do perfil de cada um e você precisará compreender o que é mais adequado dentro das suas condições.

Se você prioriza a segurança e quer saber exatamente o valor da parcela que pagará no mês seguinte, os juros prefixados são a melhor opção. Por outro lado, a taxa pós-fixada pode ser vantajosa em algumas situações.

Normalmente a falta de previsibilidade é compensada por taxas nominais mais baixas, o que pode significar um valor de prestação menor no início. No entanto, no longo prazo, as parcelas podem sofrer reajustes altos, resultando em um valor real mais caro que o do crédito prefixado.

A verdade é que é complicado determinar a melhor opção porque não é possível prever o futuro. E por isso é fundamental contar com uma assessoria especializada, como a da Kzas.

Por meio da plataforma de financiamento Kzas Krédito, você não precisará comparar as taxas dos bancos. A Kzas cuida dessa parte e ainda oferece tudo para quem quer comprar um imóvel sem sair de casa.

Nosso time de especialistas avalia seu potencial de crédito em até 24 horas para indicar as melhores opções para o seu bolso. Assim você se livra da burocracia e ganha tempo para tarefas mais prazerosas, como escolher um bairro para morar.

Conheça outras vantagens da plataforma no vídeo abaixo:

Caso ainda tenha dúvidas sobre juros no financiamento, deixe seu recado na seção de comentários ou nas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook.